{"id":155,"date":"2013-03-25T00:01:52","date_gmt":"2013-03-25T03:01:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontramaceio.com.br\/noticias\/?p=155"},"modified":"2019-04-15T10:50:27","modified_gmt":"2019-04-15T13:50:27","slug":"maceio-e-relevada-em-fotografias-em-preto-e-branco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontramaceio.com.br\/sobre\/maceio-e-relevada-em-fotografias-em-preto-e-branco\/","title":{"rendered":"Macei\u00f3 \u00e9 relevada em fotografias em preto e branco"},"content":{"rendered":"<div class=\"dcb782f0616bca5484400fea6b37e93d\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8585364105181520\"\r\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script>\r\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>Uma viagem \u00e0\u00a0Macei\u00f3\u00a0do passado. Reviver no presente uma \u00e9poca que n\u00e3o volta mais \u00e9 poss\u00edvel ao abrir uma saudosa caixa de fotografias antigas. O tesouro resgata paisagens e recantos da capital alagoana que fizeram hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>O acervo come\u00e7ou com uma curiosidade de menino. Aos dez anos, o moleque esperto Z\u00e9 Bil\u00fa, morador do bairro da Paju\u00e7ara, gostava de conversar com os mais velhos e admirar as constru\u00e7\u00f5es da cidade. Foi a partir da\u00ed que no garoto despertou o interesse de contar em fotografias a hist\u00f3ria da capital alagoana. O cen\u00e1rio das primeiras descobertas? A Pra\u00e7a do Rex, localizada no bairro onde morava.<\/p>\n<p>Ele conta que alguns cart\u00f5es postais de Macei\u00f3, doados por seu Hor\u00e1cio, um vizinho de cerca de 80 anos, inauguraram a cole\u00e7\u00e3o. Hoje, Z\u00e9 Bilu, com 58 anos, se perde dentre as in\u00fameras imagens que comp\u00f5em seu acervo. Ele sequer arrisca precisar a quantidade de fotografias antigas que possui, mas tem certeza de que passa de mil.<\/p>\n<p>Z\u00e9 Bil\u00fa guarda hist\u00f3rias e curiosidades do lugar. O colecionador explica que o Gog\u00f3 da Ema, famoso coqueiro em forma de pesco\u00e7o de ema que existia na praia da Ponta Verde, foi plantado por dona Constan\u00e7a Ara\u00fajo na d\u00e9cada de 1930. A muda veio de seu s\u00edtio e o coqueiro tornou-se um dos primeiros cart\u00f5es postais de Macei\u00f3, mas saiu do cen\u00e1rio urbano derrubado pelo avan\u00e7o do mar na d\u00e9cada de 1960.<\/p>\n<p>O colecionador relembra tamb\u00e9m o trajeto percorrido pela r\u00e9plica da est\u00e1tua da liberdade &#8211; que foi doada \u00e0 cidade pelo governo da Fran\u00e7a &#8211; at\u00e9 ser colocada em definitivo na Pra\u00e7a 18 do Forte de Copacabana, por tr\u00e1s do Museu da Imagem e do Som do <a href=\"http:\/\/www.encontraalagoas.com.br\" target=\"_blank\">Estado de\u00a0Alagoas<\/a>\u00a0(Misa). \u201cA est\u00e1tua da liberdade esteve em v\u00e1rias pra\u00e7as. Logo quando foi trazida ficou na Pra\u00e7a 18 do Forte de Copacabana, depois foi para a do Centen\u00e1rio, no bairro do Farol, em seguida foi colocada na Manuel Duarte, na Paju\u00e7ara, e s\u00f3 ent\u00e3o voltou para a 18 do Forte\u201d, detalha.<\/p>\n<p>Outro fato curioso \u00e9 sobre a pra\u00e7a mais conhecida do bairro do Jaragu\u00e1, a Dois Le\u00f5es, oficialmente Pra\u00e7a Wanderley Duarte. \u201cA pra\u00e7a \u00e9 conhecida assim por causa das esculturas dos animais que tem l\u00e1. S\u00f3 que poucas pessoas sabem que n\u00e3o s\u00e3o dois le\u00f5es, mas sim um le\u00e3o e um tigre\u201d, revela.<\/p>\n<p>O prazer de divulgar os cen\u00e1rios da Macei\u00f3 do passado est\u00e1 presente nas palavras do colecionador. Ele comenta que o acervo j\u00e1 subsidiou diversos trabalhos. \u201cMinhas fotos j\u00e1 serviram para faculdades, livros e at\u00e9 para pessoas que precisavam de orienta\u00e7\u00e3o sobre arquitetura de pra\u00e7as\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>O colecionador revela que as <a title=\"Fotografias em Macei\u00f3\" href=\"http:\/\/www.encontramaceio.com.br\/f\/fotografia-em-maceio.shtml\" target=\"_blank\">fotografias na cidade de Macei\u00f3<\/a> t\u00eam origens diversas. \u201cMuitas foram doa\u00e7\u00f5es, outras s\u00e3o fotografias pessoais e tamb\u00e9m tem algumas herdadas do meu av\u00f4, que foi da Marinha e gostava de tirar muitas fotografias. Ent\u00e3o eu fui juntando\u201d, esclarece.<\/p>\n<p>Mem\u00f3ria viva<\/p>\n<p>Z\u00e9 Bil\u00fa relembra que a Pra\u00e7a Visconde de Sinimbu, localizada no Centro da cidade, era conhecida como Pra\u00e7a do Menino Mij\u00e3o, porque havia uma est\u00e1tua de um menino fazendo xixi. \u201cA pra\u00e7a s\u00f3 come\u00e7ou a ser chamada de Sinimbu depois que a est\u00e1tua foi derrubada\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ele conta ainda que no local onde foi constru\u00eddo o famoso farol da cidade havia uma biruta, objeto que indica a dire\u00e7\u00e3o do vento. Ela deu lugar a um catavento, at\u00e9 ser constru\u00edda a torre de luz. O farol acabou dando nome ao bairro &#8211; originalmente Planalto do Jacutinga -, que j\u00e1 foi o preferido da burguesia alagoana que ali constru\u00eda suas mans\u00f5es.<\/p>\n<p>Muitos sabem que a cidade de Macei\u00f3 surgiu em dezembro de 1815, a partir do povoado que integrava o Engenho Massay\u00f3. Ouviram falar tamb\u00e9m que o nome tem origem na palavra ind\u00edgena &#8220;Ma\u00e7ay\u00f3&#8221; ou &#8220;Ma\u00e7aio-k&#8221;, que quer dizer &#8220;o que tapa o alagadi\u00e7o&#8221;. Mas o fato curioso quem traz na lembran\u00e7a \u00e9 Z\u00e9 Bil\u00fa. \u201cO que pouca gente sabe \u00e9 que o engenho ficava onde hoje \u00e9 a Assembleia Legislativa, a casa grande, ao lado, onde atualmente \u00e9 a Biblioteca P\u00fablica, e a capela de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante, no meio do morro do Jacutinga, atr\u00e1s da atual Catedral\u201d, relata.<\/p>\n<p>\u2018Bons tempos aqueles&#8230;\u2019<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil encontrar contempor\u00e2neos da Macei\u00f3 que, hoje, s\u00f3 existe na mem\u00f3ria. Os que viveram aquela \u00e9poca n\u00e3o escondem o saudosismo e sempre relembram algum fato marcante.<\/p>\n<p>A aposentada S\u00edlvia Buarque, 70, n\u00e3o esquece de como era o bairro da Levada e o qu\u00e3o era bom ir ao Cine Ideal, da Rua 16 de Setembro, muito frequentado por crian\u00e7as e adolescentes nos anos 50 e 60. \u201cUma \u00e9poca maravilhosa! A gente admirava os mo\u00e7os bonitos e eles a gente, n\u00e9?\u201d, diverte-se a aposentada.<\/p>\n<p>Na Levada, bairro onde havia o \u00fanico aeroporto da cidade, as ruas estreitas eram povoadas por moradores com suas cadeiras nas cal\u00e7adas a conversar com os vizinhos. L\u00e1, as pessoas de classe m\u00e9dia constru\u00edam seus casar\u00f5es, com sobrados e sacadas, por ser vizinho ao centro da cidade.<\/p>\n<p>\u201cQuase n\u00e3o d\u00e1 para acreditar, mas a Levada j\u00e1 foi um dos grandes bairros valorizados no pequeno mercado de im\u00f3veis da \u00e9poca\u201d, pontua, entusiasmado, Z\u00e9 Bil\u00fa.<\/p>\n<p>O Jornalista Vladimir Calheiros, 76, lembra que, naquela \u00e9poca, existia uma quantidade enorme de carrocinhas de burros, principalmente na \u00e1rea de Jaragu\u00e1, e poucos autom\u00f3veis. \u201cComo havia pouqu\u00edssimos carros, voc\u00ea identificava os autom\u00f3veis pelos propriet\u00e1rios. Todos eram importados porque o Brasil ainda n\u00e3o fabricava autom\u00f3veis\u201d, salienta.<\/p>\n<p>\u201cO trem tinha um papel important\u00edssimo para a sociedade. Viajar de avi\u00e3o era uma raridade. O navio tamb\u00e9m era importante porque as pessoas iam muito de navio para o exterior e para outras capitais\u201d, completa Calheiros.<\/p>\n<p>Naquele tempo, a divers\u00e3o tinha lugar marcado. \u201cO foco da sociedade era o com\u00e9rcio, com seus restaurantes, bares e sorveterias, e o clube da F\u00eanix. A praia da Avenida era a grande praia da cidade e era a atra\u00e7\u00e3o dos fins de semana e f\u00e9rias\u201d, destaca.<\/p>\n<p>O Jornalista Vladimir ainda se lembra de como era a sociedade daquele s\u00e9culo. \u201cNessa \u00e9poca, a fam\u00edlia era muito importante. A primeira coisa que se perguntava quando se conhecia um jovem era \u2018Voc\u00ea \u00e9 filho de quem?\u2019 Os homens usavam muito chap\u00e9u, mulheres n\u00e3o usavam cal\u00e7a comprida. Em biqu\u00edni nem se falava, era mai\u00f4 fechado\u201d, brinca.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 dif\u00edcil tra\u00e7ar um paralelo entre a Macei\u00f3 antiga e a atual, porque \u00e9 outro mundo. Eram bons tempos aqueles. O ideal seria se n\u00f3s pud\u00e9ssemos viajar e passar o fim de semana no passado\u201d, revela saudoso.<\/p>\n<p>Um ca\u00e7ador de rel\u00edquias caminhando com tristeza<\/p>\n<p>Z\u00e9 Bil\u00fa n\u00e3o esconde a m\u00e1goa que sente pela falta de incentivo ao trabalho que desenvolve. \u201cA \u00fanica tristeza que eu sinto \u00e9 por n\u00e3o ter apoio. A fam\u00edlia \u00e0s vezes at\u00e9 reclama por isso. Tem muita gente que se beneficia do meu acervo e meu interesse \u00e9 justamente divulgar a hist\u00f3ria da cidade, mas n\u00e3o h\u00e1 um reconhecimento por parte dos gestores p\u00fablicos. \u00c0s vezes sinto muita decep\u00e7\u00e3o e penso em me desfazer de tudo isso\u201d, desabafa.<\/p>\n<p>\u201cEu resgatei a mem\u00f3ria de Macei\u00f3 e isso foi muito importante pra mim porque eu fiz muitas pessoas felizes com essas fotografias. Eu deixei um legado e daqui a cem anos eu serei lembrado\u201d, pondera ele.<\/p>\n<p>Mas essa hist\u00f3ria tamb\u00e9m tem um lado rom\u00e2ntico. \u201cTem gente que, quando v\u00ea as fotografias,\u00a0 lembra que ali foi o local onde conheceu a esposa e se emociona\u201d, afirma o colecionador.<br \/>\n\u201cEsse acervo tem uma import\u00e2ncia grande para a cidade, para o turista, para o povo. Eu sou apenas um ca\u00e7ador de rel\u00edquias. O que eu consegui foi preservar muitas coisas, evitar que fossem destru\u00eddas\u201d, finaliza.<\/p>\n<p><em>Fonte: G1<\/em><\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma viagem \u00e0\u00a0Macei\u00f3\u00a0do passado. Reviver no presente uma \u00e9poca que n\u00e3o volta mais \u00e9 poss\u00edvel ao abrir uma saudosa caixa de fotografias antigas. O tesouro resgata paisagens e recantos da capital alagoana que fizeram hist\u00f3ria. O acervo come\u00e7ou com uma curiosidade de menino. Aos dez anos, o moleque esperto Z\u00e9 Bil\u00fa, morador do bairro da Paju\u00e7ara, gostava de conversar com os mais velhos e admirar as constru\u00e7\u00f5es da cidade. Foi a partir da\u00ed que no garoto despertou o interesse de contar em fotografias a hist\u00f3ria da capital alagoana. O cen\u00e1rio das primeiras descobertas? A Pra\u00e7a do Rex, localizada no bairro <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,7],"tags":[10],"class_list":["post-155","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-em-maceio","category-servicos-em-maceio","tag-maceio"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.encontramaceio.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/155","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.encontramaceio.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.encontramaceio.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontramaceio.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontramaceio.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=155"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.encontramaceio.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/155\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":425,"href":"https:\/\/www.encontramaceio.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/155\/revisions\/425"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.encontramaceio.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=155"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontramaceio.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=155"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontramaceio.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=155"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}